terça-feira, 28 de julho de 2015

Existe leite anterior e posterior?

leite materno é mais que um alimento, é um substância viva com atividade protetora, proporciona proteção contra infecções e alergias e é um alimento completo capaz de nutrir o bebê exclusivamente até os 6 meses de vida e complementado até os 2 anos ou mais.
A composição do leite materno varia não apenas entre mães, como na mesma mãe entre as mamas, em mamadas diferentes e até mesmo no decurso da mesma mamada.
O leite materno possui 3 fases desde o nascimento do bebê:
- Colostro: do nascimento ao 7º dia.
Leite de transição: entre o 7ºe 14º
Leite maduro: Após a segunda semana de lactação.
O colostro possui maior quantidade de proteínas e menos carboidratos e gordura. Com o passar dos dias o leite passa por modificações se tornando o leite de transição e posteriormente o leite maduro, que acompanhará o bebê durante todo o período de aleitamento materno.
Nestas fases a quantidade de gordura também sofre variação, aumentando a cada dia. No leite maduro as quantidades de gordura permanecem estáveis, porém sofrem alterações em uma mesma mamada.

Durante a mamada o leite materno sofre modificações, com mais água, proteínas e fatores de proteção no início e maior quantidade de gordura e maior valor energético no final.
Não existem 2 tipos de leite, mas sim uma mudança gradual na composição do leite com o decorrer da mamada!
Não existe regra rígida para a amamentação, sinta seu corpo e as necessidades do bebê. Muito se fala em oferecer o seio até se esgotar para então oferecer o outro, o que não deixa de ser uma verdade, mas o mais importante é você perceber o que seu corpo e seu bebê pedem.
Sempre procure oferecer as duas mamas em uma mesma mamada, observe se após um período no seio seu bebê não engole mais leite, tornando a mamada uma “sucção não nutritiva” ou seja, está apenas sugando, e então ofereça o outro seio.
Mas atenção, a pega correta ao seio é fundamental, caso contrário, seu bebê não receberá a quantidade de leite adequado. 

Preciso dar complemento até o leite descer?


Resolvi abordar este tema porque dar complemento até o leite descer é uma das grandes causas do desmame precoce e da confusão de bicos.
A resposta é NÃO!
NÃO é preciso dar complemento até o leite descer e vou explicar por quê.
Claro que toda regra existe exceção, por isso é muito importante ser acompanhado por alguém especializado em amamentação para que cada caso seja analisado individualmente.
Muitas mães se sentem inseguras nos primeiros dias de amamentação, tudo é muito novo, nutrir um ser tão pequeno e dependente deixa as mães ansiosas.
Por isso vou explicar brevemente como ocorre o início da produção do leite e vocês verão que todas temos leite suficiente para cada fase do bebe.
Durante a gravidez, especificamente após a 20ª semana de gestação, a mama já está pronta para produzir leite, que chamamos de pré-colostro, mas o faz em pequena quantidade, porque a placenta inibe a ação do hormônio responsável pela produção do leite (a prolactina).
Com o parto e a saída da placenta, ocorre um aumento na concentração da prolactina no sangue, induzindo o início da produção do leite (colostro). E então, entre 24 a 48 horas após o parto, as mamas aumentam de tamanho, ficam mais quentes, sensíveis e dolorosas, o que chamamos de Apojadura e logo depois a descida do leite.
A mãe deve se manter calma e acreditar na fantástica capacidade adaptativa da mama em produzir o melhor alimento e de forma adequada para cada criança, pois o stress pode  atrasar a descida do leite.
ATENÇÃO: Antes da apojadura as mães produzem o colostro, que é um líquido amarelo, espesso e denso, capaz de nutrir e satisfazer o bebê até a apojadura.
Olha como a natureza é sábia!
Ao nascer, o estômago do bebê é bem pequeno e o colostro é o alimento ideal para que ele se adapte a nova vida, então porque nós mamães deveríamos ter muito leite nos primeiros dias após o parto? Com certeza isso só iria atrapalhar.
O que faz as mães pensarem que não tem leite suficiente?
·         Mamadas frequentes: Nos primeiros dias o bebê precisa ser amamentado frequentemente, isto significa de 10 a 12 vezes por dia, pois o seu estômago é bem pequeno e o leite materno de fácil digestão.
·         O choro do bebê: O choro é a única maneira que o bebê tem de se comunicar e não só de fome o bebê chora. Pode chorar de dor, calor, frio, fralda suja, necessidade de ficar perto da mãe entre tantas outras coisas.
É muito importante que a mãe acredite na sua capacidade em amamentar, que tem sim leite suficiente para nutrir o seu bebê. Quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido. 


Mamilos planos, invertidos e compridos

Os mamilos são uma grande preocupação para as mães na hora de amamentar, embora alguns tipos possam dificultar o início, muitos mitos e falta de informação fazem as mães acreditarem que não serão capazes.
Vale ressaltar que a característica mais importante dos mamilos para a amamentação é a protractilidade, ou seja, o quanto eles se sobressaem quando estimulados.
Os mamilos  são classificados em 4 tipos: Protuso ou normal, plano, comprido e invertido
Protuso ou normal: É o tipo mais comum entre as mulheres.Trata-se do mamilo que se exterioriza pelo menos um centímetro em relação à aréola, sem a necessidade de estímulos.
Plano: Não se sobressai na aréola.
Invertido:Os mamilos verdadeiramente invertidos são aqueles que não são salientes e não se retraem quando a aréola é comprimida. Geralmente  não protraem e não são flexíveis. São raríssimos.
Na maioria dos casos os mamilos  são falsamente invertidos, isto é não são salientes mas não se retraem quando a aréola é comprimida., entretanto, no início da amamentação podem fazer com que o bebê apresente dificuldade para pegar o peito.
Exercícios para a protusão do mamilo  são desaconselhados por não apresentarem resultados.
Alguns mamilos aparentam ser planos ou invertidos antes da gravidez, mas podem protrair até o parto ou ao longo dos primeiros dias de vida do bebê, adquirindo a forma normal.
Comprido: Pode dificultar a amamentação porque o bebê tem a tendência de pega só o bico, podendo levar ao aparecimento de fissuras
Embora os mamilos possam facilitar ou dificultar um pouco o início do aleitamento, não são impedimento para a amamentação. O bebe ao realizar a pega correta deve abocanhar a aréola e não o mamilo.

O bebê mama no peito, e não no bico.
Lembre-se:Faça uma pequena ordenha da aréola antes de amamentar, para que  bico esteja macio, facilitando a pega correta
É muito importante que durante a gestação as mamas possam ser avaliadas por um profissional capacitado a fim de evitar problemas futuros, orientando corretamente a mãe sobre qual será a melhor conduta durante a amamentação.



terça-feira, 19 de maio de 2015

As experiências com a amamentação

Aqui estão os relatos das mamães que gentilmente decidiram dividir brevemente suas histórias sobre amamentação conosco.

Não discutimos se o que fizeram foi certo ou errado. Aqui mostramos que quase todas as mães passam por dificuldades no início da amamentação, mas que superaram. Não acredite que só você tem problemas, que faz coisas erradas, mas acredite que você irá superá-las, assim como essas mães! Confie em você, confie no seu leite, busque apoio e informação ainda durante a gestação. Isso faz toda a diferença.

“O início da amamentação foi muito doloroso pra mim, mas em nenhum momento pensei em desistir e graças ao super apoio que tive amamentei meu bebê até um ano! Faria tudo de novo! Tenho saudades.....”.

“ Estou iniciando a amamentação. Meu bebê está hoje com 20 dias. Sofri muito no início com as mamas empredadas, o bebê que não queria pegar o peito, depois ele rejeitou uma mama. Mas fui superando cada dificuldade a cada dia! Hoje está quase tudo encaminhado, porém meus bicos começaram a machucar! Estou usando duas pomadas entre a amamentação, mas ainda sem resultado. Mas gostaria de superar mais essa fase porque a amamentação é um momento mágico e nunca pensei que fosse gostar tanto!! É um prazer alimentar meu filho”.

“Minha filha tem 26 dias de nascida. Ela mama no peito e faço um complemento com leite Nan porque meus seios ficaram com fissuras, ainda estão um pouco e também resolvi dar o leite porque ela nascei com baixo peso e muita fome! Minha sorte é que ela prefere o meu peito sempre e desde o 5º dia pra cá quando começou a descer o leite nós começamos  nos afinar e estamos aprendendo juntas a fazer a pega certa, ela ainda erra, mas sinto que em breve ela vai mamar só no peito. É preciso ter paciência e persistir”. “Amamentar é um ato de amor incrível, vale a pena o nosso esforço e empenho pela saúde de nossos bebês”.

“Todos me diziam que eu não teria leite, desde a gestação, já que meus seios são pequenos e minha mãe bebê leite por apenas 2 semanas. Minha pequena nasceu numa quinta-feira com 3,2Kg, saímos da maternidade no sábado com 3Kg e passou o fim de semana aos prantos pois meu leite não havia descido. No domingo meu marido comprou leite artificial, mas ela aceitou pouco, regurgitava quase tudo. Na segunda-feira fomos no pediatra e ela já estava com 2,8Kg, estava super chateada e incomodada com os comentários negativos das pessoas. Graças a Deus a partir desse dia, meu leite desceu!! E hoje minha filha está com quase 5 meses com leite materno exclusivo e se desenvolveu super bem!! 7,4Kg e 68,1cm”.


“Achei que nunca teria leite, e hoje me sinto uma “vaca leiteira”. Meu leite demorou 3 dias para descer, cheguei a beber 7 litros de água de coco em um dia, mais um litro de caldo de cana, não sei se foi muito liquido, mas já cheguei em casa esbanjando leitinho. Logo o bico do peito machucou de forma que eu chorava toda vez que ia dar mama. Até que uma amiga me apresentou Lanolina, de um dia para outro meu peito estava novo!!! Não tem sensação mais gostosa que amamentar, o prazer que me proporciona é único, me faz chorar!!! Minha filha está com 38 dias...linda e saudável”.

Minha experiência com a amamentação

Sou enfermeira, especializada em neonatologia e trabalhei por 6 anos em UTI Neonatal. Convivi com muitas mães, bebês, e muitas alegrias em relação a amamentação, embora com algumas dificuldades pois bebês prematuros requerem mais atenção e dedicação, tanto dos profissionais como das mães.
Sempre quis amamentar, mesmo antes de ser mãe. Durante a gestação me perguntavam sobre a amamentação e eu dizia com toda convicção do mundo que eu queria muito e iria amamentar.
Minha filha nasceu com 2.550Kg, o que chamamos de PIG (pequena para a idade gestacional) e precisou fazer alguns exames pelo seu baixo peso (graças a Deus todos normais) e um deles era o controle da glicemia capilar (chamamos de Dextro).
Ao recebê-la em meu braços o que eu mais queria era amamentar, porém como acontece com muitos bebês, ela havia apresentado alguns episódios de vômito, pois engolem “sujeiras” do parto, então fui orientada para aguardar um pouco antes de amamentar para ver se ela não vomitava mais.
Finalmente, após a espera chegou o tão esperado momento de amamentar. Como enfermeira neonatal de um Hospital Escola e Hospital Amigo da Criança, onde recebemos treinamentos diversas vezes por ano sobre amamentação, achei que iria tirar de letra a amamentação, logo coloquei-a para mamar e tudo corria bem. Aquele exame Dextro, lembram , deram todos normais. Na alta ganhei ate parabéns pois ela havia perdido apenas 5% do seu peso de nascimento (bebês podem perder até 10%).
Fomos para casa, e como toda mãe apesar de muita alegria, havia também insegurança, medo, ansiedade para que tudo corresse bem.
Nas primeiras noites, minha filha não dormia, vivia no peito e a insegurança começou a bater, será que ela esta bem alimentada¿ Chorei bastante viu¿ E recebi muito apoio do meu marido. E na primeira consulta para a minha alegria, após 9 dias de nascida, Marina havia engordado 500g. Fiquei muito feliz e claro mais confiante, porém o que me incomodava muito é que ela machucava um pouco meu seio, tive fissuras e para quem já passou por isso, sabe o quanto dói, incomoda e causa frustração na mãe. Tentei diversas mudanças, posição, tudo e nada parecia fazer ela parar de me machucar.
Foi quando decidi pedir apoio para uma amiga fonoaudióloga que trabalhava como na UTI, e cuidava apenas de amamentação. Ela foi um anjo na minha vida, ela me atendeu duas vezes e após o seu apoio tudo mudou. Percebi coisas que eu poderia mudar para melhorar, não que as que eu fazia estavam erradas, mas mudanças que melhor se adaptavam à mim e minha filha. E graças a Deus, e a minha colega Mari, ainda amamento minha pequena Marina que fará um ano dia 11/05 e também doei leite materno, para o hospital que trabalhava, por alguns meses.
Com a minha experiência pessoal pude aprender muitas coisas, que nós profissionais da saúde, especialmente especializados em neonatologia, pediatria, ginecologia e tudo que envolve o mundo materno infantil, ao engravidarmos tiramos férias da nossa profissão e esquecemos quase tudo que sabemos. Quando a história acontece na nossa vida e na nossa família, o lado emocional  toma conta e não conseguimos pensar como profissionais. Isso é totalmente natural e sei que acontece com muitas mulheres.
Por isso a ajuda neste momento, além da família, e posso dizer que meu marido e minha mãe foram maravilhosos comigo, a experiência e apoio profissional especializado faz toda a diferença. Nos sentimos frágeis, inseguras, muitas vezes palpites de familiares nos deixam ainda mais confusas, claro que querem ajudar mas nem sempre da certo. E quando temos por perto um profissional que sabe e entende do que faz, nos sentimos mais seguras em acreditar que somos capazes de amamentar.
Pensei muitas vezes em desistir, mas meu amor pela minha filha e minha convicção por todos os benefícios do aleitamento materno, não me deixaram.

E hoje olho para trás e tenho muito orgulho de mim, de amamentar até hoje. Não desista, se informe, leia, busque apoio e com certeza você também se orgulhará da sua história.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Minha experiência com a amamentação

Sou enfermeira, especializada em neonatologia e trabalhei por 6 anos em UTI Neonatal. Convivi com muitas mães, bebês, e muitas alegrias em relação a amamentação, embora com algumas dificuldades, pois bebês prematuros requerem mais atenção e dedicação, tanto dos profissionais como das mães.
Sempre quis amamentar, mesmo antes de ser mãe. Durante a gestação me perguntavam sobre a amamentação e eu dizia com toda convicção do mundo que eu queria muito e iria amamentar.
Minha filha nasceu com 2.550Kg, o que chamamos de PIG (pequena para a idade gestacional) e precisou fazer alguns exames pelo seu baixo peso (graças a Deus todos normais) e um deles era o controle da glicemia capilar (chamamos de Dextro).
Ao recebê-la em meu braços o que eu mais queria era amamentar, porém como acontece com muitos bebês, ela havia apresentado alguns episódios de vômito, pois engolem “sujeiras” do parto, então fui orientada a aguardar um pouco antes de amamentar, para ver se ela não vomitava mais.
Finalmente, após a espera chegou o tão esperado momento de amamentar. Como enfermeira neonatal de um Hospital Escola e Hospital Amigo da Criança, onde recebemos treinamentos diversas vezes por ano sobre amamentação, achei que iria tirar de letra a amamentação, logo coloquei-a para mamar e tudo corria bem. Aquele exame Dextro, lembram? Deram todos normais. Na alta ganhei até parabéns pois ela havia perdido apenas 5% do seu peso de nascimento (bebês podem perder até 10%).
Fomos para casa, e como toda mãe apesar de muita alegria, havia também insegurança, medo, ansiedade para que tudo corresse bem.
Nas primeiras noites, minha filha não dormia, vivia no peito e a insegurança começou a bater, será que ela esta bem alimentada? Chorei bastante viu? E recebi muito apoio do meu marido. E na primeira consulta para a minha alegria, após 9 dias de nascida, Marina havia engordado 500g. Fiquei muito feliz e claro mais confiante, porém o que me incomodava muito é que ela machucava um pouco meu seio, tive fissuras e para quem já passou por isso, sabe o quanto dói, incomoda e causa frustração na mãe. Tentei diversas mudanças, posição, tudo e nada parecia fazer ela parar de me machucar.
Foi quando decidi pedir apoio para uma amiga fonoaudióloga que trabalhava comigo na UTI, e cuidava apenas de amamentação. Ela foi um anjo na minha vida, me atendeu duas vezes e após o seu apoio tudo mudou. Percebi coisas que eu poderia mudar para melhorar, não que as que eu fazia estavam erradas, mas mudanças que melhor se adaptavam à mim e minha filha. E graças a Deus, e a minha colega Mari, ainda amamento minha pequena Marina que fez um ano dia 11/05 e também doei leite materno, para o hospital que trabalhava, por alguns meses.
Com a minha experiência pessoal pude aprender muitas coisas, que nós profissionais da saúde, especialmente especializados em neonatologia, pediatria, ginecologia e tudo que envolve o mundo materno infantil, ao engravidarmos tiramos férias da nossa profissão e esquecemos quase tudo que sabemos. Quando a história acontece na nossa vida e na nossa família, o lado emocional  toma conta e não conseguimos pensar como profissionais. Isso é totalmente natural e sei que acontece com muitas mulheres.
Por isso a ajuda neste momento, além da família, e posso dizer que meu marido e minha mãe foram maravilhosos comigo, a experiência e apoio profissional especializado faz toda a diferença. Nos sentimos frágeis, inseguras, muitas vezes palpites de familiares nos deixam ainda mais confusas, claro que querem ajudar mas nem sempre dá certo. E quando temos por perto um profissional que sabe e entende do que faz, nos sentimos mais seguras em acreditar que somos capazes de amamentar.
Pensei muitas vezes em desistir, mas meu amor pela minha filha e minha convicção por todos os benefícios do aleitamento materno, não me deixaram.

E hoje olho para trás e tenho muito orgulho de mim, de amamentar até hoje. Não desista, se informe, leia, busque apoio e com certeza você também se orgulhará da sua história.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Mastite

A mastite é uma inflamação de um ou mais segmentos da mama, geralmente unilateral ou seja, em apenas uma das mamas.
As mães que são acometidas pela mastite, normalmente ficam muito sensíveis e fragilizadas, sendo de suma importância o apoio familiar e de um profissional especializado.
A maior incidência ocorre na segunda ou terceira semana após o parto.

Fatores predisponentes:
  • Fadiga;
  • Stress;
  • Restrições na alimentação;
  • Mau posicionamento do bebê;
  • Obstáculo no trajeto da drenagem do leite de um setor da mama. Esse obstáculo pode ser causado por bloqueio ductal, como o uso de sutiã apertado, que impede a descida do leite na região onde a alça faz pressão demasiada ou pressão dos dedos que seguram a mama;
  • Redução da frequência das mamadas.




Qualquer fator que atrapalhe o fluxo do leite pode levar a mastite, pois o leite se acumula no interior dos alvéolos (céluas que produzem o leite na mama), aumentando a sua pressão. A mastite acontece quando a parede dos alvéolos se rompem e o leite acumulado no seu interior extravasa para o tecido em torno dos alvéolos, causando um processo inflamatório.

Sinais e sintomas:
  • Início súbito após 10 dias do início da amamentação;
  • Unilateral, em apenas uma mama;
  • Dor intensa localizada;
  • Calor localizado;
  • Vermelhidão no local afetado;
  • Febre;
  • Mal estar.
  • Os sintomas no geral lembram os sintomas da gripe.




Nesta fase a mastite pode ser resolvida através da retirada dos fatores que estão impedindo o fluxo do leite.
Caso não seja resolvido pode evoluir para a infecção, através de bactérias que tem como porta de entrada, na maioria das vezes a fissura mamilar, podendo evoluir para um abscesso mamário.

Tratamento
  • Repouso;
  • Amamentação em livre demanda;
  • Ordenha da mama afetada caso necessário;
  • Uso de sutiã adequado;
  • Antibióticos – apenas nos casos infecciosos e prescrito pelo médico;
  • Analgésicos prescritos pelo médico.


         A amamentação não é contra-indicada nas mulheres com mastite!


A prevenção é o melhor remédio para a mastite. Orientações adequadas sobre e o início precoce da amamentação são fundamentais. Através da amamentação em livre demanda, da pega correta e completo esvaziamento da mama, a mastite pode ser prevenida.